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Alegado Suspeito

Photo by Ana Gabriela Pereira

I was born in 1972 in Lisbon, Portugal, where I currently live and work.

In 1996 I graduated in Architecture from the Faculty of Architecture of Lisbon / Lisbon Technical University. During the years of working in different fields, such as architecture, teaching visual arts or web development for advertising and press, I have always kept track of my own projects, including drawing and painting, music, sound art, video and installation. Regardless of the medium used, I usually have a conceptual approach, often incorporating humour and/or a rudimentary and crude character.

Biografia (pesquisa e relatório AI, 2026)

Miguel Feraso Cabral é um músico, compositor, webdesigner e criador multimédia português.[1] O seu trabalho desenvolve-se entre a música experimental e electrónica, o design digital e a narrativa multimédia, tendo sido distinguido, integrado em equipas, com diversos prémios nacionais e internacionais nas áreas do jornalismo visual, inovação nos media e design.[2][3][4]

Paralelamente à actividade musical, desenvolveu trabalho nas áreas do design, webdesign e multimédia, colaborando com instituições culturais, órgãos de comunicação social e projectos editoriais.[5][6]

Ao longo da sua carreira, tem trabalhado em contextos interdisciplinares, cruzando som, imagem, interactividade e narrativa, tanto em projectos autorais como em colaborações com outros criadores, jornalistas e artistas visuais.[7][8]

Carreira musical

Enquanto músico e compositor, Miguel Feraso Cabral tem desenvolvido um percurso ligado à música improvisada, experimental e electrónica, recorrendo frequentemente a instrumentos preparados, objectos sonoros e dispositivos inventados.[9][10][11]

Iniciou a sua actividade artística na década de 1990, tendo começado como baterista em bandas de punk-rock.[12] Na viragem do milénio, foi cofundador do duo Mola Dudle,[12][13] tendo editado o primeiro álbum na editora AnAnAnA.[14][15]

Participou em concertos, festivais e ciclos dedicados à música experimental em Portugal e no estrangeiro, tendo actuado em espaços culturais como o Alkantara Festival,[16] ZDB,[17] Jazz em Agosto,[18][19] MACBA,[20] e outros eventos.[21][22][23][24][25] O seu trabalho foi objecto de difusão radiofónica nacional e internacional, nomeadamente na BBC Radio 3,[26] e na Antena 2 da RTP,[27][28][29] tendo sido referido em publicações especializadas e académicas sobre música electrónica e improvisada.[30]

Editou música em nome próprio e através de projectos associados ao selo Rudimentol, fundado em 2003,[31] com discografia distribuída em circuitos independentes nacionais e internacionais. O seu trabalho foi revisto em publicações como Touching Extremes,[9][10][11] Vital Weekly,[32] The Wire,[33] Kathodik,[34][35] e Revue & Corrigée.[36] Está igualmente representado em arquivos como a Fonoteca Municipal de Lisboa.[37]

Participou ainda em projectos de composição musical para documentários, incluindo trabalhos exibidos no DocLisboa.[38]

The Nevermet Ensemble

Em 2005, criou o projecto The Nevermet Ensemble, uma iniciativa colaborativa que reuniu músicos de vários continentes sem que estes se encontrassem fisicamente, gravando e editando as suas contribuições através de trocas online.[10][34] O projecto resultou em dois álbuns: Quarto Escuro (2005) e Mitsubou (2011), tendo recebido atenção crítica nacional e internacional.[35]

Álbuns recentes em nome próprio

Em 2023, Miguel Feraso Cabral lançou Deambul, um álbum instrumental de guitarra, eletrónica e percussão, baseado em gravações de actuações ao vivo entre 2017 e 2023.[39][40] Em 2025, lançou A Capa do Urso, aproximando-se da pop experimental e utilizando pela primeira vez canções em português com voz e letras próprias.[12][41][42]

Design, webdesign e narrativa multimédia

Paralelamente à música, Miguel Feraso Cabral desenvolveu uma carreira consistente como webdesigner e designer multimédia, com especial incidência em projectos de jornalismo visual, storytelling interactivo e narrativas digitais.[5][6]

Colaborou regularmente com o jornal PÚBLICO[5][43] e o OBSERVADOR,[6][44] integrando equipas responsáveis por reportagens e projectos multimédia distinguidos com vários prémios, incluindo os Prémios SAPO,[45] Prémio Gabo,[46][47][48] Prémios Gazeta,[49][50][51][52][53] European Newspaper Award,[54][55] Best of News Design – Society for News Design,[56] Prémios de Inovação nos Media (INN),[2][57] e Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração (Comissão Nacional da UNESCO).[58][59][60][61][62][63]

O seu trabalho nesta área tem sido reconhecido tanto em contexto nacional como internacional, destacando-se projectos de narrativa imersiva, design editorial digital e visualização interactiva de conteúdos jornalísticos.[3]

Ilustração e outros projectos

Miguel Feraso Cabral desenvolveu também trabalho como ilustrador em projectos editoriais e jornalísticos,[64][65][66] tendo sido distinguido em iniciativas relacionadas com direitos humanos, infância e cidadania. Entre os seus projectos encontram-se ilustrações para órgãos de comunicação social e trabalhos como o projecto Lisbon Postcards, uma série de postais ilustrados em formato GIF animado.[67][68][69]

Estilo e recepção crítica

A obra musical de Miguel Feraso Cabral tem sido descrita pela crítica como situada no cruzamento entre a improvisação livre, a electrónica experimental e a exploração tímbrica, com particular atenção ao som enquanto matéria narrativa.[9][70] Publicações culturais e musicais portuguesas destacam a dimensão artesanal e exploratória do seu trabalho sonoro, bem como a continuidade de um percurso autoral fora dos circuitos comerciais dominantes.[42][71]

No campo do design e da narrativa digital, a recepção crítica sublinha a integração entre forma visual, estrutura interactiva e conteúdo editorial, particularmente em projectos de jornalismo multimédia e storytelling imersivo.[3]

Discografia

  • Mobilia (Mola Dudle), AnAnAnA, 2000[14][15]
  • Latacantante, Rudimentol, 2003[9][72]
  • RGB, Rudimentol, 2003[31]
  • Quarto Escuro (The Nevermet Ensemble), Rudimentol, 2005[10][34]
  • Calenda (vários artistas), Rudimentol, 2006[11][73]
  • Mitsubou (The Nevermet Ensemble), Rudimentol, 2011[35]
  • Deambul, Rudimentol, 2023[39][40]
  • A Capa do Urso, Rudimentol, 2025[12][41][42]

Prémios e distinções

  • Prémios SAPO (2018)[45]
  • Prémio Gabo (2022)[46][47][48]
  • Prémios Gazeta (2023)[49][50][51][52][53][74]
  • European Newspaper Award[54][55]
  • Best of News Design – Society for News Design[56]
  • Prémios de Inovação nos Media (INN)[2][57]
  • Prémio de Jornalismo Direitos Humanos & Integração (Comissão Nacional da UNESCO)[58][59][60][61][62]
  • Menção honrosa – Prémio AMI Jornalismo Contra a Indiferença (2019)[63][75]
  • Menção honrosa – Prémio Sociedade Portuguesa de Autores (2021)[76]
  • Prémio Analisar a Pobreza na Imprensa – Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN)[77][78]

Referências

  1. «Miguel Feraso Cabral». Fuso Vídeo Arte. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  2. «Trabalho do Público distinguido nos Prémios de Inovação nos Media». PÚBLICO. 3 de fevereiro de 2023. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  3. «MODE 23 - Referenciados» (PDF). Fundação GDA. 2024. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  4. «Clube de Jornalistas». Consultado em 31 de janeiro de 2026
  5. «Miguel Feraso Cabral». PÚBLICO. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  6. «Miguel Cabral». Observador. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  7. «Miguel Feraso Cabral». IMDb. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  8. «Miguel Feraso Cabral». RUM - Revista da Universidade do Minho. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  9. «MIGUEL CABRAL – Latacantante». Touching Extremes Archives. 15 de março de 2013. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  10. «THE NEVERMET ENSEMBLE – Quarto Escuro». Touching Extremes Archives. 28 de janeiro de 2013. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  11. «VARIOUS ARTISTS – Calenda». Touching Extremes Archives. 19 de novembro de 2012. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  12. «Miguel Feraso Cabral lança "A Capa do Urso", álbum experimental com canções em português». LOOK mag. 17 de dezembro de 2025. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  13. «Mola Dudle - Biografia». Arquivo da Internet. 2005. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  14. «AnAnAnA». Wikipédia. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  15. «Miguel Cabral». Discogs. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  16. «Alkantara Festival 2006 - Brochura» (PDF). Consultado em 31 de janeiro de 2026
  17. «Granular na ZDB». Jazz.pt. 18 de maio de 2015. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  18. «Espectáculos da 27.ª edição do Jazz em Agosto». Diário de Notícias. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  19. «Jazz em Agosto 2010». All About Jazz. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  20. «João Martins, Miguel Cabral - LEM Primavera». MACBA. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  21. «Gràcia Territori Sonor - Artistes 2009». Consultado em 31 de janeiro de 2026
  22. «Granular Ensemble na Guarda». e-cultura. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  23. «Miguel Feraso Cabral no Café Tati». Gerador. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  24. «Metasonic Lx». Rua de Baixo. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  25. «Adriana Sá + Miguel Cabral + Jorge Serigado / António Jorge Gonçalves». Bodyspace. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  26. «BBC Radio 3 - Mixing It». BBC. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  27. «Vias de Facto - Antena 2». RTP. 13 de dezembro de 2010. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  28. «Vias de Facto - Antena 2». RTP. 7 de fevereiro de 2011. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  29. «10 em 10 com Miguel Feraso Cabral». Rádio SBSR. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  30. «The Polyvalent Discourse of Electronic Music». Cambridge University Press. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  31. «Miguel Feraso Cabral». Discorama. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  32. «Vital Weekly 409». Consultado em 31 de janeiro de 2026
  33. «The Wire - Albums». The Wire. 2006. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  34. «The Nevermet Ensemble - Quarto Escuro». Kathodik. 11 de outubro de 2005. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  35. «The Nevermet Ensemble - Mitsubou». Kathodik. 27 de março de 2011. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  36. «Revue & Corrigée 66 - Décembre 2005». Consultado em 31 de janeiro de 2026
  37. «Fonoteca Municipal de Lisboa». Consultado em 31 de janeiro de 2026
  38. «DocLisboa 2018 - Catálogo» (PDF). p. 162. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  39. «"Deambul" é o mais recente álbum de Miguel Feraso Cabral». Glam Magazine. 6 de outubro de 2023. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  40. «Novo disco de Miguel Feraso Cabral». Santos da Casa. Setembro de 2025. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  41. «Os melhores álbuns nacionais de 2025». Mente Cultural. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  42. «Miguel Feraso Cabral, um artesão de sons e sonhos». Rimas e Batidas. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  43. «O Infiltrado». Visão. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  44. «Observador (jornal)». Wikipédia. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  45. «Observador vence Prémio Gabo de Jornalismo». Clube de Imprensa. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  46. «Observador vence Prémio Gabo». Observador. 21 de outubro de 2022. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  47. «Prémio Gabo 2022». Fundación Gabo. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  48. «Estos son los ganadores del Premio Gabo 2022». Canal Capital. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  49. «Margarida David Cardoso, Joana Gorjão Henriques e Adriano Miranda vencem Prémio Gazeta». PÚBLICO. 19 de junho de 2018. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  50. «Jornalistas do Observador vencem Prémio Gazeta». Observador. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  51. «Atribuídos os Prémios GAZETA 2023». Casa da Imprensa. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  52. «Atribuídos os Prémios Gazeta 2023 - 39.ª edição». Clube de Jornalistas. 14 de outubro de 2024. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  53. «Já são conhecidos os jornalistas vencedores dos Prémios Gazeta 2023». Jornal Referência. 17 de outubro de 2024. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  54. «Público ganha 12 prémios no European Newspaper Award». PÚBLICO. 16 de dezembro de 2022. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  55. «Reportagens do Observador vencem prémios de design europeus». Observador. 15 de dezembro de 2022. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  56. «Público vence três prémios no concurso Best of News Design». PÚBLICO. 23 de maio de 2023. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  57. «Público vence em excelência geral e três distinções nos Prémios de Ciberjornalismo 2021». PÚBLICO. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  58. «"Racismo em português" ganha prémio Jornalismo Contra a Indiferença». PÚBLICO. 22 de maio de 2017. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  59. «Público vence dois prémios de Jornalismo Direitos Humanos e Integração». PÚBLICO. 16 de novembro de 2018. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  60. «Série "Racismo à portuguesa" do Público ganha prémio». PÚBLICO. 20 de novembro de 2018. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  61. «Prémio de Jornalismo Direitos Humanos e Integração - edição 2018: são conhecidos os nomeados». UNESCO Portugal. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  62. «Prémio de Jornalismo Direitos Humanos e Integração 2021». Consultado em 31 de janeiro de 2026
  63. «Jornalista do Público distinguida com menção honrosa na 21.ª edição do Prémio AMI». PÚBLICO. 30 de maio de 2019. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  64. «João Fazenda, Tossan e novos autores na festa da ilustração de Setúbal». Diário de Notícias. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  65. «O Combate Ilustrado de 1986-2007». Joanna Latka (blog). Janeiro de 2010. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  66. «Bienal de Ilustração de Guimarães 2019» (PDF). p. 55. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  67. «Lisbon Postcards são GIF animados que fogem dos postais tradicionais». Mais Tecnologia. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  68. «Lisbon Postcards: estes postais são um abanão nos clichés de Lisboa». Shifter. Setembro de 2016. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  69. «Postais de Lisboa que literalmente saltam à vista». PÚBLICO P3. 6 de outubro de 2016. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  70. «Nova Música Portuguesa Improvisada» (PDF). Meloteca. Novembro de 2018. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  71. «Miguel Feraso Cabral». Atlas Lisboa. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  72. «Miguel Cabral». A Trompa. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  73. «Calenda». Bodyspace. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  74. «Marcelo enaltece papel heroico dos jornalistas na cerimónia dos Prémios Gazeta». Clube de Jornalistas. 4 de janeiro de 2025. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  75. «Reportagem da SIC ganhou a 21.ª edição do Prémio AMI Jornalismo Contra a Indiferença». AMI. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  76. «Trabalhos sobre mutilação genital feminina distinguidos com prémio da Sociedade Portuguesa de Autores». PÚBLICO. 8 de junho de 2021. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  77. «Rede Europeia Anti-Pobreza distingue jornalistas do DN». Diário de Notícias. Consultado em 31 de janeiro de 2026
  78. «Premiados da 3.ª edição "Analisar a Pobreza na Imprensa"». Cision. Consultado em 31 de janeiro de 2026
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My main early influences and inspirations were the work of Quino for his quirky humour, Robert Crumb for his underground graphism and introspective tone, John Zorn for his daring deconstruction and mixing of different musical styles. From a very young age, I established myself as a producer of 'things', as this was my greatest form of learning.

In my early years I spent a lot of time drawing short story comics, improvising panel after panel and exploring nonsense humour. I published some comics in underground fanzines and created my own in 1995 ("KBD", two issues only), which had some visibility and good niche acceptance.
A few years later, I became more interested in single images. Since the end of the 90s, I have been working as a freelance illustrator, collaborating with some of the most important Portuguese newspapers, magazines, book publishers and advertising agencies. In addition to editorial work, I like to produce 'self-sufficient' illustrations, often exploring the use of textures as opposed to the digital cut-out.
I've also worked on acrylic paintings on canvas, with a language close to infography, street art and old school comics, in compositions using rough geometric elements in basic perspectives.
My paintings often use metaphors with multiple interpretations. I have shown my visual works in some collective exhibitions in Lisbon.

At the end of the 1980s, I began my public activity as a self-taught drummer in several bands in a universe close to punk rock, and later played in the big band and brass orchestra of the Pedro Ruivo Foundation, while studying percussion at the Algarve Conservatory.
At that point, in the mid-90s, I started exploring different sonic approaches, compositions and strange recording techniques, playing and recording conventional or home-made instruments. When creating sound objects, sometimes in the context of installations, my work focuses on the construction and use of instruments of my own invention, generally recycling mechanisms of everyday appliances and using in unusual ways the basic characteristics of electricity.

"Choosing the contents of a scrap yard or an electronics workshop as his raw material, he has distinguished himself in the panorama of Portuguese creative music. From the 'latacantante' - an electric banjo made from a biscuit tin and two strings, to the 'bin varactor' - a single panel on which switches activate internal circuits and motors of the most varied character, or a percussive box with various objects in over-amplification, Cabral is a musician of many ideas and resources".
Rui Eduardo Paes - music critic, former editor of jazz.pt

I have performed in Portugal and abroad, solo or in collaboration with other artists, sometimes venturing into areas such as video, dance and performance.
In 2003 I founded the Rudimentol label, which released 5 albums between 2003 and 2011.
The first album of the project The Nevermet Ensemble was warmly received by the national and international press, featuring invited artists from seven countries who had never met before, such as Godfried Willem-Raes and Josh Ronsen, which I mixed as we were all playing together.
In the field of improvised music, I have played live with Carlos Zíngaro, Carlos Bechegas, Ulrich Mitzlaff, Nuno Rebelo, Pedro Alçada, Vitor Rua, Miguel Leiria Pereira, Carlos Santos, João Martins, Emídio Buchinho, Rodrigo Amado, Ernesto Rodrigues, Joe Giardullo, Sei Miguel, João Peste, Pedro D'Orey, Manuel Mota, Ricardo Freitas, Etsuko Kimura, Stefano Zorzanello, Luis San Payo, João Silva, Adriana Sá, Paulo Curado, Flak, Pedro Tudela, Noid, João Ricardo, Luís Miguel Girão, Genoveva Faísca, João Bengala, Coty Cream, Rive Gauche Mid Range Orchestra, among others.
Since 2000 I have been composing and sound designing for video, games and commercials.

In the field of installation art, I have worked with Miguel Palma, Nuno Rebelo, António Caramelo, João Bonito, Luís Alegre, Carlos Santos and João Silva.

Occasionally I've written and produced short films, animations and acted.

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